Artigos sobre educação

POR ONDE COMEÇAR A ENSINAR A LER E A ESCREVER?


Aprender a ler e a escrever não é um processo natural como o de aprender a falar. Trata-se de uma tarefa complexa, que envolve competências cognitivas, psicolinguísticas, perceptivas, espácio-temporais, grafomotoras e afectivo-emocionais.
Para a identificação do princípio alfabético a criança deve reconhecer a relação som-letra e ser capaz de analisar, refletir, sintetizar as unidades que compõem as palavras faladas (Tunmer, Pratt, Herriman, 1984).
As crianças de um modo geral recorrem à oralidade para fazer várias hipóteses sobre a escrita, mas usam também a escrita, dinamicamente, para construir uma análise da própria fala (Abaurre, 1988, p. 140)
Crianças com dificuldades em consciência fonológica geralmente apresentam atraso na aquisição da leitura e escrita, e procedimentos para desenvolver a consciência fonológica podem ajudar as crianças com dificuldades na escrita a superá-los (Capovilla e Capovilla, 2000).
A aquisição da escrita exige que o indivíduo reflita sobre a fala, estabeleça relações entre os sons da fala e sua representação na forma gráfica:

 

CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA

Denomina-se consciência fonológica a habilidade metalingüística de tomada de consciência das características formais da linguagem. Esta habilidade compreende dois níveis:

A consciência de que a língua falada pode ser segmentada em unidades distintas, ou seja, a frase pode ser segmentada em palavras, as palavras em sílabas e as sílabas em fonemas.

A consciência de que essas mesmas unidades repetem-se em diferentes palavras faladas. (Byrne e Fielding-Barnsley, 1989).
Para aprender a ler e escrever, o indivíduo necessita entender a relação estabelecida entre fala e escrita e conhecer o sistema de regras da escrita.

Início da alfabetização
Descoberta do Princípio Alfabético
Relação fonemas (sons) / grafemas (letras)

A consciência fonológica, ou o conhecimento acerca da estrutura sonora da linguagem, desenvolve-se nas crianças ouvintes no contato destas com a linguagem oral de sua comunidade. É na relação dela com diferentes formas de expressão oral que essa habilidade metalinguística desenvolve-se, desde que a criança se vê imersa no mundo lingüístico.
Diferentes formas linguísticas a que qualquer criança é exposta dentro de uma cultura vão formando sua consciência fonológica, entre elas destacamos as músicas, cantigas de roda, poesias, parlendas, jogos orais, e a fala, propriamente dita.

As sub-habilidades da consciência fonológica são:


Consciência de palavras
Rimas e aliterações
Consciência silábica
Consciência fonêmica

CONSCIÊNCIA DE PALAVRAS

Também chamada de consciência sintática, representa a capacidade de segmentar a frase em palavras e, além disso, perceber a relação entre elas e organizá-las numa seqüência que dê sentido. Esta habilidade tem influência mais precisa na produção de textos e não no processo inicial de aquisição de escrita. Ela permite focalizar as palavras enquanto categorias gramaticais e sua posição na frase. Além disso, ordenar corretamente uma oração ouvida com as palavras desordenadas também é uma capacidade que depende desta habilidade.

Déficit nesta habilidade pode levar “a erros na escrita” do tipo aglutinações de palavras e  separações inadequadas.

As particularidades das escritas silábico-alfabéticas

 

A evolução da escrita silábico-alfabética para a alfabética é repleta de especificidades. Conhecê-las é fundamental para avaliar adequadamente o desenvolvimento dos alunos e melhor ajudá-los a avançar

Imagine-se numa sala de concertos, apreciando uma orquestra, com violinos, trombones, violoncelos e flautas, entre outros instrumentos. Você seria capaz de distinguir entre os sons produzidos pelos de sopro e os de corda? A maioria dos leigos em música considera isso difícil. Da mesma forma, identificar os sons que compõem uma sílaba é uma tarefa complexa para os alunos que estão na transição da hipótese de escrita silábica para a silábico-alfabética. Essa analogia foi feita pela psicolinguista argentina Emilia Ferreiro, que sintetizou as conclusões a que chegaram pesquisadores por ela orientados no recente artigo A Desestabilização das Escritas Silábicas: Alternâncias e Desordem com Pertinência.

Análises de escritas de crianças como Maria, 5 anos, foram a base da pesquisa da argentina Claudia Molinari. Desafiada a escrever sopa, a menina produz primeiramente uma escrita silábica: OA. Insatisfeita com a quantidade de letras - já que nessa fase a maioria das crianças acredita que sejam necessárias no mínimo três para garantir uma escrita legível -, ela acrescenta SP. O resultado final é OASP. "Todas as letras da palavra estão ali, mas em desordem (...). O que Maria produz são duas escritas silábicas justapostas", pontua Emilia. 

Em outra etapa do estudo, ela observou crianças realizando a tarefa de escrever consecutivamente uma mesma lista, primeiramente com lápis e papel e, em seguida, no computador. Focou a análise, portanto, em pares de palavras, o que evidenciou produções intrigantes, como as de Santiago, 5 anos. No caderno, ele representa soda como SA e na tela como OD. Salame vira SAM no papel e ALE na tela. Apesar de conhecer todas as letras de soda e de salame, ele não as coloca juntas. O fenômeno, explica Emilia, é chamado de alternâncias grafofônicas. 

Soluções curiosas como a de Maria e Santiago já haviam sido observadas pela pesquisadora mexicana Graciela Quinteros. Ela notou que crianças com hipótese silábica usavam algumas letras com três funções específicas - não correspondentes ao som da sílaba propriamente dito: 

Recheio gráfico Para separar vogais iguais ou preencher um espaço dentro da palavra ou no fim dela.

A    P A E    A 
á               gua

AM     OA
ma      çã 

Curinga Como substituta de uma sílaba ou de uma consoante que a criança não sabe grafar. A mesma letra aparece como curinga em várias palavras. 

O   MA    B 
to   ma   te

AB    CI
ca    qui 

Nome da sílaba Para escrever uma sílaba inteira. É comum o uso do K para CA e do H para GA. 

BI    H     D   RO 
bri  ga  dei   ro 

K   SA
ca  sa

Alternâncias grafofônicas, escritas silábicas justapostas, uso de letras como recheio gráfico, curinga e substitutas de uma sílaba. As sofisticadas soluções são usadas pelos que estão saindo da hipótese silábica com valor sonoro convencional e construindo uma silábico-alfabética. A informação tem grande valor para o trabalho de professores como Danielle Araujo, da EMEF Madalena Caltabiano Salum Benjamim, em Pindamonhangaba, a 146 quilômetros de São Paulo, e da EMEF Professor Ernani Giannico, em Tremembé, a 135 quilômetros da capital paulista. 

Para não confundir esses avanços com retrocessos, ela procura fazer avaliações criteriosas. Esse é um ponto crucial, já que aparentemente a escrita dos silábicos é mais estável e fácil de interpretar, diferentemente da dos silábico-alfabéticos. "Quando estudei o artigo da Emilia sobre desordem e alternâncias, passei a ver coisas que antes não via." Para conseguir enxergar e distinguir as peculiaridades dos silábicos-alfabéticos, Danielle se vale das sondagens individuais. 

Ao identificar que o estudante está nessa fase intermediária entre a hipótese silábica e a conquista da base alfabética, como fazê-lo avançar? "É preciso criar situações didáticas que favoreçam a reflexão sobre o sistema alfabético de escrita, levando-o a analisar o interior das sílabas", explica. Isso é útil quando ele se depara com palavras que começam e terminam com a mesma letra. Para identificar a que procura, a criança tem de analisar as letras do meio. O trabalho de Danielle se desdobra com Laiane de Oliveira, do 4º ano, que tem deficiência intelectual. Para que ela aprenda a ler e escrever, a professora flexibiliza as atividades (leia o quadro na próxima página).

Os erros mais comuns:

- Perguntar à criança "que letra está faltando?". Se ela soubesse, já teria colocado. O melhor é pedir que leia o que escreveu para que ela mesma decida por alguma alteração. 

- Pedir que o aluno ouça o som da sílaba. O problema não é de audição, mas de concepção de escrita. Daí a importância de compreender como ele está pensando. 

- Não orientar os estudantes por achar que eles devem construir a escrita sozinhos. É preciso oferecer a todos informações sobre a grafia das palavras, além de sugerir a eles fontes escritas e a troca com os colegas.

Fonte:http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/particularidades-escritas-silabico-alfabeticas-683014.shtml 

Tem um tablet? Transforme-o num formulário de cadastro portátil!

Estivemos recentemente na OMEXPO 2013, a maior feira espanhola de marketing online. Se já alguma vez participou num evento B2B destes, sabe que um dos grandes objetivos é angariar leads.

Mas qual é a melhor forma de registrar os dados das pessoas que querem receber informações de você depois da feira? Colocar na agenda? Anotar num formulário em papel? Pedir a cada lead para deixar um cartão com o contato? Hmm, nada prático. E que tal se pudesse usar um tablet ou smartphone para cadastrar diretamente essas pessoas na sua lista E-goi? Com o GoiMeUp, já pode! :)

O que é o GoiMeUp?

É uma pequena app que serve para captar contatos com um tablet! A app mostra no tablet um formulário E-goi que pode usar para cadastrar imediatamente contatos. E não é preciso ter ligação à Internet! O GoiMeUp salva os contatos cadastrados e "teleporta-os" quando conetar o tablet à Net. Nem imagina como isto foi útil para nós na OMEXPO, pois mesmo sem wi-fi pudemos continuar cadastrando os interessados :) Se participar numa feira ou tiver uma loja, restaurante ou banda, vai adorar esta app!

Como se usa?

É facílimo! Depois de iniciar a app, basta introduzir os dados da sua conta E-goi, escolher a lista onde quer inserir os contatos, escolher um formulário e está feito! O formulário aparecerá na tela do tablet, pronto a usar. Normalmente tem este aspecto:

Depois é só usar o tablet quando estiver falando com clientes ou prospects. Sempre que alguém quiser se cadastrar na lista, basta colocar os dados dessa pessoa no formulário e submetê-lo. Simples e cômodo!

Show de bola, como posso ter isso?

Se tem um tablet ou smartphone com o Android, basta iniciar o Google Play™ Store, procurar por "GoiMeUp" e instalar a app. O GoiMeUp é compatível com qualquer tablet ou smartphone que tenha o Android 3.0 (Honeycomb) ou uma versão superior.

Se tiver um iPad ou iPhone, é só procurar por "GoiMeUp" na Apple Store e instalar a app (tem que ter o iOS 5.0 ou superior).

Mais informações? Está tudo na página oficial do GoiMeUp! :)